Muitas mulheres foram ensinadas a suportar. Não a escolher.
- ID.Consciente MestraJanaina Bassi

- 21 de fev.
- 1 min de leitura

Foram ensinadas que força é resistência.
Que maturidade é silêncio.
Que caráter é permanência.
Aprenderam cedo que o amor exige sacrifício.
Que casamento é destino.
Que família deve ser mantida, mesmo que por dentro esteja desmoronando.
Poucas foram ensinadas a perguntar:“Isso ainda me faz bem?”
“Eu ainda existo aqui?”
“Eu posso querer algo diferente?”
Suportar virou virtude.Escolher virou egoísmo.
E assim, gerações de mulheres confundiram resistência com maturidade.
Permaneceram não porque estavam inteiras, mas porque acreditavam que sair era fracasso.
Mas suportar não é sinônimo de consciência.
Às vezes é apenas medo disfarçado de força.
Escolher exige algo mais profundo.
Exige responsabilidade.
Exige enfrentar julgamentos.
Exige sustentar a própria decisão mesmo quando não há aplausos.
Suportar mantém a estrutura externa.
Escolher preserva a estrutura interna.
E há uma diferença enorme entre manter uma imagem e manter a própria integridade.
Muitas mulheres aprenderam a ser fortes para os outros.
Poucas foram autorizadas a ser honestas consigo mesmas.
Talvez a revolução feminina não esteja em suportar mais.
Mas em escolher melhor.
Escolher com consciência.
Escolher com limites.
Escolher sem culpa herdada.
Porque maturidade não é a capacidade de aguentar tudo.
É a capacidade de discernir o que ainda merece ser sustentado.
E nenhuma mulher deveria ser treinada apenas para resistir.
Ela deveria ser educada para decidir.



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