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Manifesto da Mulher que Escolhe




Eu não nasci para suportar.

Não nasci para aguentar em silêncio.

Não nasci para manter estruturas que me diminuem.

Não nasci para preservar aparências às custas da minha integridade.

Fui ensinada a resistir.

Mas aprendi a escolher.

Disseram que maturidade era permanecer.

Eu descobri que maturidade é discernir.

Disseram que força era suportar o insuportável.

Eu entendi que força é sustentar limites.

Não confundo mais resistência com evolução.

Não romantizo mais o sacrifício constante.

Não negocio minha paz para manter aprovação.

Eu posso amar — sem me abandonar.

Eu posso cuidar — sem me anular.

Eu posso construir — sem me destruir.

Se escolher me torna incômoda,que eu seja incômoda.

Se sustentar meus limites me torna “difícil”,que eu seja firme.

Eu não carrego mais a culpa de romper padrões que me aprisionam.

Eu não sustento mais narrativas que me exigem silêncio.

Não sou a mulher que suporta tudo.

Sou a mulher que decide.

E decidir é um ato de consciência.

Decidir é um ato de coragem.

Decidir é um ato de liberdade.

Que cada mulher se lembre:

Não fomos feitas para resistir à própria infelicidade.

Fomos feitas para viver com coerência.

E eu escolho.

Mesmo que isso mude tudo.

 
 
 

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